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Reajuste de 5,33% que entra em vigor neste sábado amplia distância para Brasília, segunda colocada no ranking nacional com passagem a R$ 5,50
A partir deste sábado (12), os usuários do Metrô Rio enfrentarão um novo impacto em seus orçamentos. A tarifa do transporte passará de R$ 7,50 para R$ 7,90, consolidando-se não apenas como o meio de transporte público mais caro do estado do Rio de Janeiro, mas também de todo o Brasil. O valor supera em mais de 40% o praticado em Brasília, segunda colocada no ranking nacional, onde a passagem custa R$ 5,50.
O reajuste de 5,33% foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes (Agetransp) e está previsto no contrato de concessão do serviço. Segundo a MetrôRio, o aumento foi calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses, seguindo os termos contratuais.
Para amenizar o impacto aos usuários de menor renda, a tarifa social será mantida em R$ 5,00 para pessoas cadastradas no Bilhete Único Intermunicipal com renda de até R$ 3.205,20. Esse benefício também pode ser utilizado nos trens da SuperVia, oferecendo algum alívio para trabalhadores que dependem do transporte público diariamente.
Durante evento recente de retomada das obras da Estação Gávea, o presidente da MetrôRio, Guilherme Ramalho, justificou o alto valor da tarifa afirmando que o Rio é a única capital brasileira sem subsídio para o metrô. "Nas outras cidades brasileiras, o subsídio é sempre maior do que 50%. Então, quando a gente vê localidades em que a passagem custa R$ 5 ou valores nessa ordem de grandeza, a tarifa na verdade custa mais de R$ 10", destacou o executivo.
Diante da crescente pressão sobre o orçamento dos usuários, o governo do estado informou que estuda implementar o programa Tarifa-RJ, que prevê a concessão de subsídios para reduzir o valor final pago pela população. A medida seria uma tentativa de alinhar o Rio de Janeiro a outras capitais brasileiras que já adotam políticas de subsídio ao transporte público.
O novo aumento coloca o metrô como o transporte mais caro do estado, superando as barcas (R$ 7,70) e os trens da SuperVia (R$ 7,60). Em contraste, os ônibus municipais, BRT e VLT mantêm a tarifa em R$ 4,70, menos da metade do valor cobrado pelo metrô a partir deste sábado.
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