Variação de preços na Ponte Aérea RJ-SP é obstáculo para desenvolvimento econômico e o avanço dos negócios

Entidade aponta a necessidade urgente de revisão na Política Aérea para garantir estabilidade e crescimento sustentável

Variação de preços na Ponte Aérea RJ-SP é obstáculo para desenvolvimento econômico e o avanço dos negócios

A variação de preços nas passagens da Ponte Aérea Rio de Janeiro - São Paulo, uma das rotas mais movimentadas e vitais do Brasil, tem sido um obstáculo significativo para o desenvolvimento econômico e o avanço dos negócios.

Segundo levantamento feito pela Associação Rio Vamos Vencer (RVV) no último dia 24, o preço ida e volta do Aeroporto Santos Dumont (SDU) ao Aeroporto de Congonhas (CGH), para viajar no dia seguinte, custava até R$ 8 mil, mais do que uma passagem internacional.

“Isso afasta passageiros, prejudica os negócios e cria obstáculos para o crescimento econômico do Rio de Janeiro”, enfatizou o presidente da RVV, Marcelo Conde, acrescentando que a entidade está muito preocupada com o desestímulo da vinda ao Rio, em função da variação dos preços.

“Precisamos de negócios e de turismo. Esta semana, o Rio irá receber a 50ª edição da Abav Expo, o maior encontro de Turismo da América Latina, e os valores exorbitantes das passagens prejudicam e até impedem que profissionais do setor venham para o evento”, reforçou Marcelo Conde.

O empresário e membro da RVV, Marco Adnet, destaca que é imperativo cobrar medidas imediatas dos governos Federal e Estadual para eliminar esse custo inviável da Ponte Aérea.

“Isso pode incluir incentivos fiscais para as companhias aéreas que operam nessa rota, regulamentações que garantam preços justos e competitivos e a busca por soluções que melhorem a infraestrutura aeroportuária, reduzindo os custos operacionais”, sugere Marco Adnet.

A vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens Nacional (Abav Nacional) e integrante da RVV, Cristina Fritsch, reforça que os preços exorbitantes e voláteis das passagens afetam não apenas viajantes a negócios, mas também pessoas que precisam viajar por motivos familiares, de saúde ou outros.

“Isso sem mencionar o impacto gerado nas empresas, uma vez que a incerteza nos preços das passagens afeta os custos operacionais e a mobilidade de funcionários, prejudicando a eficiência dos negócios”, acrescentou Cristina Fritsch.

Marcelo Conde reforça que, além do problema dos preços altos e voláteis, existem outras questões que fizeram com que a Ponte Aérea perdesse todas as características e vantagens de quando foi instituída. O dirigente ressalta ainda que, na regulamentação atual, não existe nenhum tratamento diferenciado para os voos de grande volume e frequência, como os operados na rota SDU-CGH.

“A Ponte Aérea foi criada com o objetivo de oferecer passagens com o mesmo preço, horários predeterminados, facilidades para o embarque e nenhuma dificuldade para alteração de horários. E todas essas características se perderam ao longo dos anos”, salientou o dirigente.

A RVV já enviou uma correspondência para a presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Jurema Monteiro; para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC); para o ministro do Turismo, Celso Sabino; para o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e para o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa.

No documento, além do pedido de uma revisão na política de preços, são apontados alguns aspectos que também precisam de atenção, que incluem: endosso de passagem, malha de voos sem superposição de horários entre as companhias aéreas, definição de valores mínimos e máximos no preço das passagens, alteração de horário sem multa ou penalização do passageiro para voos no mesmo dia e facilidade no embarque.

“Rogamos às autoridades competentes e às companhias aéreas que considerarem seriamente a necessidade de regulamentar os preços das passagens e revisar o modelo de atuação da Ponte Aérea. Isso não se trata de limitar a liberdade de mercado, mas sim de garantir que voar entre duas das maiores cidades do Brasil seja acessível e justo para todos”, finalizou Marcelo Conde.

 

 

Por Jornal da República em 26/09/2023
Publicidade

Comentários

  • Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar!

Notícias Relacionadas

Prefeitura de Niterói altera regulamento do Ponto a Ponto
31 de Janeiro de 2022

Prefeitura de Niterói altera regulamento do Ponto a Ponto

Frente Parlamentar do BIM será lançada amanhã e vai atuar para  reduzir valor de obras públicas
06 de Setembro de 2023

Frente Parlamentar do BIM será lançada amanhã e vai atuar para reduzir valor de obras públicas

Apenas a direita cresceu na corrida pré-eleitoral para prefeitura de Ipatinga
01 de Dezembro de 2023

Apenas a direita cresceu na corrida pré-eleitoral para prefeitura de Ipatinga

Guarda Municipal de Niterói apreende 280 caranguejos que seriam vendidos ilegalmente
22 de Outubro de 2023

Guarda Municipal de Niterói apreende 280 caranguejos que seriam vendidos ilegalmente

Aguarde..